Fundado em maio de 1983, o Centro dos Trabalhadores da Amazônia (CTA) nasceu com a missão de fortalecer as comunidades extrativistas da região. Inicialmente, suas ações estavam voltadas para áreas sociais básicas, especialmente educação e saúde.
Um marco importante foi o Projeto Seringueiro, que desenvolveu uma proposta pedagógica e de saúde adaptada à realidade das populações extrativistas. Em 1995, esse projeto conquistou o 1º lugar no Prêmio Itaú UNICEF, na categoria Formação Continuada de Professores.
Na década de 1980, o CTA estruturou o Programa Educação na Floresta, cujo objetivo central era criar uma metodologia pedagógica alinhada à lógica e à linguagem das comunidades tradicionais. Já no início dos anos 1990, o CTA acompanhava 51 escolas rurais e mais de mil crianças matriculadas por ano, além de 32 postos de saúde rurais.
Desenvolvimento Sustentável
A partir da década de 1990, o CTA ampliou sua atuação para buscar soluções econômicas voltadas ao desenvolvimento sustentável das comunidades extrativistas. Entre as iniciativas destacam-se:
• Piscicultura comunitária
• Sistemas agroflorestais
• Manejo florestal comunitário de uso múltiplo
Quatro Projetos de Assentamento Extrativista (PAE) receberam assessoria técnica do CTA: Porto Dias, Chico Mendes, Equador e São Luís do Remanso.
Cenário atual
Hoje, o CTA se destaca pela participação ativa em conselhos, comitês e redes de articulação. A organização está em processo de planejamento estratégico, com o objetivo de retomar suas atividades de assessoria técnica voltadas para:
• Formação comunitária
• Organização social
• Gestão comunitária
Sempre com base nos princípios da sustentabilidade e do uso responsável dos recursos naturais, o CTA busca reforçar a identidade das populações tradicionais da Amazônia e propor alternativas econômicas e sociais que garantam o desenvolvimento econômico, cultural e ambiental dessas comunidades.




